Superada a crise, chegou a hora de realocar os investimentos em tecnologia e infraestrutura. Saiba quais empresas estão tendo esta visão e por quê.
Fonte: Revista Exame
Entre as grandes empresas, o que mais motiva a compra de servidores são os ajustes pós-fusões e o investimento em data centers. O grupo Asamar - dono de empresas como a Alesat Combustíveis, a Brasil Bioenergia e o Hotel Fasano, no Rio de Janeiro - fatura 9 bilhões de dólares por ano em negócios com petróleo, biodiesel, aço e produtos minerais. Em julho, vai inaugurar mais uma empresa, a Ativas Data Center, que oferecerá serviços de armazenamento e processamento de dados às companhias do grupo e ao mercado em geral. Depois dos 100 milhões de reais usados na unidade de 11 000 metros quadrados em Belo Horizonte, a meta é investir mais 42 milhões em servidores nos próximos cinco anos.
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"As questões tecnológicas estão ficando cada vez mais críticas, e nós vamos assumir essas responsabilidades por empresas que só querem se dedicar a suas atividades centrais"
Alexandre Siffert, presidente da Ativas.
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Foto: Germano Lüders
Parque de servidores da Locaweb |
O grupo UOL também acaba de inaugurar em São Paulo seu novo data center, com 6 000 metros quadrados, assim como a Locaweb, que fechou contrato recentemente com a HP. É um reflexo de que os projetos que haviam sido congelados durante a crise econômica mundial estão saindo do papel. "Apesar de nossa crise ter sido mais branda, estamos vendo uma descarga de investimentos em tecnologia neste ano", diz Denoel Eller, diretor da unidade de servidores da HP. A consultoria IDC calcula que 80% das máquinas no país têm pelo menos quatro anos de uso. Boa parte delas terá de ser substituída.
O grupo sucroalcooleiro Cosan, dono de marcas como Esso e do açúcar Da Barra, investiu 4,5 milhões de reais no segundo semestre do ano passado para ajustar seu data center depois da compra da Nova América, fabricante do açúcar União. A empresa buscava mais eficiência energética, sistemas elétricos mais seguros e melhor desempenho das máquinas. "Melhoramos em 45% o tempo de processamento de nossos servidores", diz Francis Queen, diretor de tecnologia da informação da Cosan. Os negócios devem ser promissores no país. Enquanto no mundo há um servidor para cada 33 PCs, no Brasil existe um para cada 100. As empresas de telecomunicações são as principais compradoras de servidores neste início de ano, juntamente com o governo, os bancos e o setor varejista. O investimento não está acontecendo só porque haverá a Copa e a Olimpíada por aqui. As empresas vão comprar servidores porque o Brasil está num ritmo acelerado de crescimento e as informações geradas precisarão ser processadas em algum lugar. A expansão da internet de alta velocidade prevista no Plano Nacional de Banda Larga também promete aumentar, e muito, a demanda por processamento.
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